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Entidades do setor de construção divulgam manifesto contra aumento do cimento

Reajustes ficam entre 3% e 10%, segundo representante do setor O setor de construção civil divulgou hoje um manifesto em que rejeita o aumento dos preços de cimento, concreto e outros insumos. As altas são consideradas pelo setor como “inadmissíveis e inoportunas”.

 

Os reajustes do cimento, que têm sido anunciados desde meados de junho, ficam entre 3% e 10%, segundo o vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan. No Estado de São Paulo, o saco de 50 quilos do cimento custa de R$ 18 a R$ 20.

 

“O momento é muito inoportuno para os aumentos de cimento e derivados em contratos de obras em andamento”, diz Zaidan. De acordo com o vice-presidente do Sinduscon-SP, não havia previsão de alta, e a variação está “fora de qualquer índice”.

 

Além do Sinduscon-SP, assinam o manifesto o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de São Paulo (Sintracon-SP), a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e o Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

 

“Neste momento em que a crise econômica derivada da pandemia de covid-19 se agrava com o fechamento de empresas, demissões ou reduções de jornadas e salários e suspensões de contratos de trabalho, a responsabilidade do governo e dos agentes produtivos é de gerar e manter empregos, e não de elevar preços”, disseram as entidades no manifesto.

 

Segundo o documento, a elevação de preços de insumos para obras privadas e para as públicas “é uma atitude que vai na contramão da necessidade de retomarmos o mais brevemente possível o desenvolvimento nacional”.

 

De acordo com os signatários do manifesto, se os aumentos forem efetivados, haverá “mais desemprego, ao trazer prejuízos às obras em andamento e acarretar maiores gastos nas obras públicas por parte da União, Estados e Prefeituras que já estão com seus orçamentos comprometidos”.

 

Procurado pelo Valor, o presidente do Sindicato da Indústria Nacional do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna, disse que a entidade não se manifesta a respeito de relações comerciais entre indústrias do setor e clientes, principalmente, sobre preços.

 

No primeiro semestre, as vendas de cimento cresceram 3,6%, para 26,9 milhões de toneladas, de acordo com o SNIC. Em entrevista ao Valor, na semana passada, Penna disse que a melhora foi puxada pela autoconstrução, ou seja, pela compra de materiais para reforma ou ampliação de residências.

 

Fonte: https://br.financas.yahoo.com/noticias/entidades-setor-constru%C3%A7%C3%A3o-divulgam-manifesto-185536991.html